Texto Referencial: “A graça do Senhor Jesus cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós”. (2 Cor 13,13).
1 – A solenidade da Santíssima Trindade celebra o mistério dos mistérios: o de Deus uno e trino. Ele é assim: Uno na divindade e trino como pessoas. As pessoas divinas são relações. O Pai não é o Filho e o Espírito Santo procede de ambos. Nós, muitas vezes, somos misteriosos, mas Deus é mistério: transcende nossa capacidade de entendimento. O Infinito não pode caber no finito. Isto todos conseguem admitir.
2 – Um dos grandes problemas da humanidade hoje é não admitir a própria finitude. No entanto, nada mais certo do que a morte e nada mais incerto do que seu momento. Devemos, então, estar sempre preparados.
3 – Cabe-nos prestar contas de nossas atitudes e até de nossos pensamentos mais ocultos. Deus não é carrasco, mas Pai, e amigo misericordioso. Ele quer a todos em Sua casa: o céu. A obtenção deste é gratuita para quem crer, ama e serve ao próximo. Contudo é inacessível para quem não crer.
4 – A Santíssima Trindade é comunhão plena. Perfeita. Nós imperfeitos e claudicantes devemos buscá-la cultivando-a. E as desuniões e separações? e homicídios e guerras? São, sempre, ou ao menos na grande maioria: criminosas (os). Temos dúvidas? Olhemos então ao nosso redor: elas então sessarão.
5 – Felizes os pacíficos e solidários.
+Dom Carmo João Rhoden, SCJ
Bispo Emérito de Taubaté.
Crédito da imagem:
Santíssima Trindade, por Antonio de Pereda, c.1611–1678.
Acervo do Museu de Belas Artes, em Budapeste, Hungria.