Texto referencial: “parai de fazer a casa de meu Pai um mercado”. Seus discípulos então celebram o que está inscrito: “o zelo por sua casa me devorará”. (Jo 2,16)
1- Jesus não tinha muitos contatos com o templo de Jerusalém, pois, representava mais o poder e comercio religioso, do que a realização do verdadeiro culto na casa do Pai. Mas Jerusalém representando também sempre, a cidade profética e Jesus sendo o maior dos profetas, para lá se dirigia. Por isso, tinha muito a fazer para defender o verdadeiro culto ao Pai: em espírito e verdade.
2- Pediram então os seus adversários, os fariseus a Jesus um sinal. Ele o deu, purificando o templo que se tornaram uma casa de negócio. Não foi o que pediram, mas o certamente o que precisaram. O templo deveria tornar-se novamente a casa de oração, de audição da palavra divina, de agradecimento e louvor a Deus. Se Cristo voltasse em nossos dias, teria muito a fazer... de fato aumenta sempre mais os templos de Salomão onde o dizimo cresce sempre mais e as ofertas também. Jesus ia evangelizando até montado num burrico. Temos outro si a consciência que os tempos mudaram... os representantes dos templos hodiernos vão de carro blindado ou até de avião que certamente pertencem ao templo...
3 – Os discípulos de outrora, vendo o sinal de Jesus, começaram a crer Nele. Começaram, pois começaram sendo fracos na fé, até a vinda do Espírito Santo. Então se converteram e foram evangelizar o mundo de então. Tinham realizado a experiência do Cristo ressuscitado e de Pentecostes. Mudaram, convertendo-se. Não nos falta também a nós hoje essa conversão de corpo e de alma? Sim, indubitavelmente.
+Dom Carmo João Rhoden, SCJ
Bispo Emérito de Taubaté-SP